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Conheça Minas Gerais – Rio Casca

Em 1826, Francisco Ferreira Maciel Laia, aventureiro em busca de terras, embrenha-se pela densa mata as margens do rio Casca. Dessa maneira, apossou-se de enorme área, onde hoje se localiza a fazenda de Fidelidade. Em 1836, a fazenda foi vendida a Ângelo Vieira de Souza e, naquele mesmo ano, o povoado se iniciou em seus terrenos.
Em 1858, o arraial de Conceição do Casca foi elevado à freguesia com o nome de Nossa Senhora da Conceição da Casca. O município foi criado em 1911 e instalado um ano depois.

A vila foi fundada pelo furriel Angelo Vieira de Souza. O município foi criado em 30 de agosto de 1911, através da lei 556. Os pioneiros habitantes chegaram à região no princípio do século XIX. Banhada pelo rio Casca, que nasce na serra das Aranhas e forma várias cachoeiras em seu percurso, tinha suas terras cobertas de floresta, onde havia em quantidade árvores como o jacarandá, peroba, braúna, cedro e jequitibás centenários. A extração de madeira se constituiu, no princípio, a principal atividade econômica, o que durou até a sua extinção.

Em 1929, a cidade tinha uma população de 3.000 pessoas, iluminada com luz elétrica, sendo a Estrada de Ferro Leopoldina seu único acesso aos grandes centros, até o aparecimento das rodovias por volta de meados 1950. Atualmente o município tem como fonte econômica, a suinocultura, produzindo também , feijão, milho e cana, além de avicultura e pequenas indústrias de transformação.

Os principais atrativos do destino são O Museu e Biblioteca Arca, a Cachoeira da Ponte Queimada, a Lagoa Grande e o Zoológico particular. O calendário de eventos de Rio Casca tem como destaque as Coroações Festivas realizadas no mês de maio e o carnaval, com blocos de rua, barracas, trios elétricos e palcos para shows.

Gulau Artesanato
Gulau Artesanato
Loja de artesanato em cobre e antiquário localizada às margens da Rodovia BR 262. Nos fundos, pode-se visitar a fabricação e tratamento do material comercializado.

ARCA

ARCA - Museu Rio Casca - Home | Facebook

A Estação Ferroviária de Rio Casca é tombada pelo Patrimônio Municipal como bem imóvel. Fica na Praça Dr. João Camilo, integrando o conjunto paisagístico também tombado. No local, funciona o Museu da ARCA – Associação dos Amigos de Rio Casca, onde também existe uma biblioteca, que faz empréstimos de livros à comunidade local. No museu, estão expostos, além de objetos que ajudam a contar a história de Rio Casca e do povoamento da região, objetos remanescentes da antiga Estrada de Ferro Leopoldina. Anexo ao museu está o Arquivo Histórico Professora Elva Marcondes, o maior acervo documental histórico da região, fonte de pesquisas sobre todos os Municípios da região e do Estado.

Cachoeira Sá Donana

Cachoeira Sá Donana

Pequena queda d’água do Rio Casca localizada no território da Fazenda Sá Donana, que se encontra em processo de tombamento pelo Patrimônio Municipal. Suas proximidades são muito procuradas por banhistas e por pescadores da região. A cachoeira se localiza às margens da estrada de acesso à Antiga Estação Lindoya e à Fazenda de mesmo nome, uma das vias mais procuradas para passeios ciclísticos.

Fonte: https://www.minasgerais.com.br/ ; https://www.riocasca.mg.gov.br

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UFV disponibiliza coleção de cartões postais em homenagem aos 150 anos de Viçosa

Mais de 100 cartões postais estão disponíveis para visualização on-line. Eles retrataram diferentes épocas e lugares da cidade entre 1998 a 2002

UFV disponibiliza coleção de cartões postais em homenagem aos 150 anos de Viçosa
Foto: Arquivo Central e Histórico da UFV (ACH-UFV)

Para celebrar o aniversário de Viçosa, o Arquivo Histórico da UFV divulgou mais de 100 imagens do município. As fotografias circularam na cidade entre 1998 e 2002, por meio de cartões-postais, e retratam a paisagem, a estrutura e a beleza de Viçosa, suas principais instituições, praças e edificações ao longo do século XX.

As imagens, produzidas por fotógrafos e produtores que residiram ou atuaram na cidade, ficaram disponíveis no comércio local e foram adquiridas e conservadas por Valéria Maria Vidigal Felipe, aluna egressa da UFV, formada em agronomia em 1974, e residente em Viçosa. A doação ocorreu por intermédio da pesquisadora Aline Soares Martins, que, em 2018, ao produzir sua dissertação no Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania na UFV, teve contato com a colecionadora.

As imagens dos cartões estão disponíveis na plataforma de acesso, descrição e difusão do patrimônio documental da UFV e podem ser acessadas AQUI.

Parte da coleção e de acervos de outros munícipes ainda estão disponibilizados no blog cidadeemmovimento.blogspot.com, também resultante da dissertação Cidade em movimento: Um estudo sobre as significações da paisagem do centro urbano de Viçosa (MG) por meio de memórias, representações e vivências (1916-2018), defendida por Aline.

Vale lembrar que os interessados em colaborar com a descrição das imagens ou realizar doações de fotografias podem entrar em contato pelo e-mail arquivo.historico@ufv.br.

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

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Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública colocam Minas como o estado mais seguro do país

Metodologia do Sinesp avalia taxas de nove crimes, calculadas de forma proporcional à população ou à frota de cada unidade federativa

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública colocam Minas como o estado  mais seguro do país - Patos Notícias
Foto: https://patosnoticias.com.br/

Minas Gerais é o Estado mais seguro do país em 2021, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), referentes aos meses de janeiro a maio. A base de informações agrega estatísticas disponibilizadas pelas 27 unidades federativas brasileiras e tem, por finalidade, subsidiar a implementação de políticas públicas em segurança e defesa social. Nos três últimos anos, Minas passou de terceiro colocado no ranqueamento, em 2019, para segundo, em 2020, até alcançar a primeira colocação nos primeiros meses de 2021. 

“O resultado é fruto de um trabalho integrado das Forças de Segurança. Um estado mais seguro significa, principalmente, um lugar melhor para se viver e com melhores perspectivas para os mineiros. O investidor também tem mais confiança para empreender aqui, gerando emprego e renda para a população”, afirma o governador Romeu Zema.

O Sinesp acompanha as taxas de violência de nove naturezas criminais. São elas: latrocínio, homicídio consumado, estupro consumado, roubo de carga, roubo a veículo, roubo a instituições financeiras, lesão corporal seguida de morte, homicídio tentado e furto de veículo. A base é alimentada por todos os Estados da nação, com registros de ocorrências lavrados pelas forças de segurança atuantes em cada localidade.

O ranking liderado por Minas Gerais neste ano avalia as menores taxas de incidência criminal: ou seja, o somatório de ocorrências registradas, de forma proporcional à população estadual, conforme a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o período analisado, multiplicando o resultado por cem mil. Nos casos de furto e roubo a veículos, são calculados os registros proporcionalmente à frota inscrita no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Não há atribuição de peso entre os diferentes crimes observados.

Taxa de criminalidade 

Segundo o cálculo, Minas tinha, em 2016, uma taxa de criminalidade de 474,03 por 100 mil habitantes, ocupando o sétimo lugar no ranqueamento nacional. No mesmo período, a taxa nacional equivalente era de 668,49. Em 2019, ao atingir o terceiro lugar no pódio de Segurança Pública, o estado apresentava uma taxa de 260,96 por 100 mil habitantes, enquanto o coeficiente brasileiro era de 358,51. E, finalmente, nos cinco primeiros meses de 2021, a taxa mineira é de 73,17, sendo a proporção em todo o Brasil de 145,04.

Metodologia

O banco de dados do MJSP considera, como último consolidado, o período de três meses anteriores à publicação, que, normalmente, ocorre após o 15º dia corrido. O intervalo é justificado como necessário para que as respectivas pastas de Segurança Pública e Defesa Social de todas as unidades federativas possam coletar, tratar e validar as estatísticas antes de submetê-las à base nacional.

Vale ressaltar que os dados podem apresentar diferenças para outras análises. O Observatório de Segurança Pública da Sejusp, por exemplo, compila e disponibiliza à imprensa, na seção “Dados Abertos” do site, ou sob demanda, as estatísticas mensalmente – via de regra, na segunda quinzena do mês posterior ao balanço mais recente.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

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Conheça Minas Gerais – Raul Soares

Desde 2007, Raul Soares integra o Circuito Turístico Montanhas e Fé, que abriga um conjunto de municípios, da região da Zona da Mata, com afinidades culturais, sociais e econômicas.

Com quase cem anos de história – desde a sua emancipação, em 1924 –, Raul Soares carrega, na herança cultural da cidade, as linhas de força da formação de Minas Gerais: a sombra dos povos originários – os índios conhecidos, localmente, como boachás –, a resistência corajosa e ainda viva dos povos quilombolas, as aventuras e desventuras dos bandeirantes, o esforço dos colonos e imigrantes para edificar, às margens dos rios Matipó e Santana – afluentes do Rio Doce –, o povoado de São Sebastião de Entre Rios, ainda no século XIX, e para construir, já no século XX, a estrada de ferro que ligava Caratinga à cidade de Três Rios (Minas Gerais ao Rio de Janeiro), contribuindo, de maneira determinante, para o desenvolvimento da região, do estado e do país.

Raul Soares -- Estações Ferroviárias do Estado de Minas Gerais

Os primeiros habitantes desta terra foram os índios Boachás, que povoavam as ricas montanhas do córrego que hoje herdou esse nome. Os primeiros posseiros foram Domingos de Lana e Cassimiro de Lana, que aqui chegaram em 20 de janeiro de 1837, vindos de Mariana (MG). Depois que expulsaram os índios de suas terras, tomaram posse das ricas montanhas do Córrego do Boachá deixando aqui seus colonos para manter a posse das mesmas. Em 1841, venderam essas terras a Francisco Alves do Vale, que ali se fixou com sua família. Os Filhos deste, José, Jacó, Francisco e Manoel Alves do Vale, depois da morte do pai, doaram parte de suas terras ao patrimônio da capela de São Sebastião (Minas Gerais em 1925). A primitiva capela foi fundada pelo padre Francisco Antônio de Carvalho, que era vigário de São Pedro dos Ferros e passou a residir junto à capela que criara. Por escritura de 29 de Outubro de 1873, João Pinto de Oliveira aumentou o patrimônio, doando cinco alqueires de terras. O povoado que ali se formou, chamou-se São Sebastião do Entre Rios, pelo fato de localizar-se entre os rios Matipó e Santana. O povoado foi crescendo lentamente e, em 1902, a Câmara Municipal de Ponte Nova, criou o distrito de Rio Casca, e só em 1923 que tornou-se município recebendo o nome de Vila Matipó. Em 1924, passou a município e recebeu o nome de Raul Soares, em homenagem ao então Presidente do Estado de Minas Gerais, o advogado, escritor, jurista, político e professor Dr. Raul Soares de Moura, empossado em 7 de setembro de 1922 e falecido antes do término de seu mandato, em 4 de agosto de 1924, devido a problemas cardíacos.

Rico em atrações naturais e culturais, quem visita Raul Soares não pode deixar de conhecer a incrível vista do Pico do Boachá, lugar ideal para a prática de voo livre, o Lago do Emboque, área utilizada por banhistas e por praticantes de esportes náuticos e aquáticos, e as pequenas cachoeiras espalhadas pela zona rural do município. A cidade ainda possui outras opções que merecem uma visita, como clubes de lazer e um dos maiores parques aquáticos e centros de entretenimento de Minas Gerais.

O patrimônio histórico se faz presente, de maneira mais acentuada, no centro da cidade, nas praças Dr. Durval Grossi (Praça do Coreto), Pe. José Domingues (Praça da Fonte Luminosa) e na Praça da Cultura (ou Praça da Estação), com seus monumentos que dão forma concreta à memória do povo e carregam traços da história raul-soarense, assim como nos vitrais sacros do Santuário São Sebastião.

Raul Soares - MG | Vivago

Raul Soares possui uma rede hoteleira capaz de atender os mais diversos perfis de turistas, composta por hotéis urbanos, hotéis fazenda, sítios e pousadas. Antes de descobrir as belezas dessas terras ou depois de um longo passeio, nada melhor do que aproveitar as iguarias que a gastronomia tem a oferecer. Através de uma gama considerável de bares, lanchonetes, restaurantes, padarias, sorveterias, mercados e supermercados, o visitante terá a chance de degustar produtos regionais e locais, típicos da culinária mineira, sem perder o acesso a uma alimentação mais convencional.

Santuário de São Sebastião

Santuário de São Sebastião

Inaugurado em 1953 e restaurado em 2004, o Santuário de São Sebastião, referência do Turismo Religioso em Raul Soares, está localizado na área central da cidade e acolhe dois dos bens tombados do município, os vitrais sacros e a tradicional Imagem do Senhor Morto. Fazendo parte do IPAC (Inventário de Proteção do Acervo Cultural), a edificação, com grande peso histórico e cultural para o povo, remonta, como um grande memorial, à capela de São Sebastião de Entre Rios, construída em fins do século XIX, parte indissociável da identidade local.

Pico do Boachá

Pico do Boachá

O Pico do Boachá foi descoberto por voadores do Clube de Caratinga. Tem 1.008 m de altitude, 720 metros de desnível, paredões de pedra que facilitam a formação de térmicas, bons recordes de voos, ventos fracos e áreas extensas e seguras para decolagem e pouso. Os voadores que frequentam o local afirmam ser uma das melhores rampas para voo livre do Brasil, embora não conte ainda com infraestrutura adequada. Já sediou etapas de campeonatos estaduais de parapente e asa delta, além de vários torneios locais. Está localizado em propriedade particular, mas os voos são permitidos sob a responsabilidade dos próprios pilotos.

Lago do Emboque

Lago do Emboque

Localizada entre os distritos de Bicuíba e Granada (Abre Campo), está situada a uma distância de 9 km da cidade de Raul Soares. Sua área total é de 675 ha, sendo 300 ha de área inundada e 375 ha para reflorestamento. A flora ainda está sendo reconstruída com o plantio de novas árvores e a fauna é composta principalmente por macacos, lontras e capivaras. O povoamento nativo da represa é constituído por piaus-vermelhos, lambaris, bagres, traíras, timburés, mandis e acarás. Posteriormente, em decorrência de vários fatores, foram surgindo outras espécies tais como carpas, tilápias, pintados, tambaquis, piavuçus e os temidos bagres africanos. A represa foi construída no Rio Matipó para a implantação da Usina Hidrelétrica do Emboque. O local é liberado para pesca nas suas margens, mas o acesso com barcos apenas é permitido através da Associação dos Pescadores e Amigos do Vale do Rio Matipó – APAVAMA, que mantém um pequeno clube com instalações rústicas, num local onde é possível ainda a prática de esportes náuticos e banhos. O nome Represa Cachoeira do Emboque se deve a uma queda d’água de cerca de 30 metros de altura que foi extinta para dar lugar à barragem da hidrelétrica. O local ainda está sendo descoberto pelos visitantes, por isso o maior fluxo ainda é de moradores de Raul Soares e distritos próximos. O acesso à Usina depende da autorização da empresa responsável.

Fonte: https://www.facebook.com/saaeraulsoares ; https://www.minasgerais.com.br/

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Conheça Minas Gerais – Dores de Campos

“terra do fazer artesanal em couro”, tendo se tornado referência nacional e internacional na “especialidade da casa” que é a fabricação de selas e acessórios de montaria, além da fabricação artesanal de bolsas, pastas, malas, carteiras, calçados, cintos e objetos decorativos ali são produzidos por mãos habilidosas que dominam essa arte. Mas, essa produção, que teve início em 1835, foi crescendo com o lugar e logo ganhou qualidade e fama. Dores de Campos tem suas origens nas fazendas dos Campos das Vertentes que abasteciam a área da mineração com gêneros alimentícios no século XVIII. Mas, foi o Arraial da Patusca, surgido no século XIX, que deu origem ao município em dezembro de 1938, foi elevado à categoria de cidade com o nome em homenagem à Padroeira, Nossa Senhora das Dores.

Hoje, a produção e o comércio de artigos de couro movimentam a economia desta acolhedora cidade. Praticamente, quase toda a população se ocupa dessa atividade. São várias as selarias que empregam boa parte da população e é comum encontrar a atividade, sendo realizada pelos moradores, no quintal da maioria das casas de Dores, produzindo selas e acessórios de todo tipo: rédeas, estribos, baixeiros, freios, cabrestos, barrigueiras, peitorais, mantas, etc. É uma verdadeira alegria para os amantes da moda country e adeptos do Turismo Rural. A Lira Nossa Senhora das Dores é um precioso patrimônio artístico da cidade. Na paisagem urbana, destaca-se a Matriz de Nossa Senhora das Dores.

ATRAÇÕES NATURAIS EM DORES DE CAMPOS

Cachoeira Borbulhão
Cachoeira Borbulhão
Cachoeira de fácil acesso e próxima ao centro da cidade.

Paróquia Nossa Senhora das Dores

Paróquia Nossa Senhora das Dores

A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores teve sua construção iniciada em 1897, no mesmo local da primitiva capela da localidade. Embora com alguns elementos de interesse artístico-arquitetônico, é significativa por apresentar um marco da evolução da cidade. O sentimento religioso do povo e as dificuldades encontradas para a prática em comum dos atos religiosos, fizeram nascer a ideia da construção de uma capela filial à Matriz de Prados, sede da freguesia.

Memorial Figueira Encantada

Memorial Figueira Encantada

O memorial da Figueira Encantada busca preservar para gerações futuras, a importância histórica que a figueira teve para o município. O troco imortalizado pelo memorial preserva a memória da exuberante árvore com copa frondosa, que viu essa cidade nascer e se desenvolver, que vários romances nasceram e romperam sob sua sombra, e assim, compreendam o porquê cantamos a Figueira em nosso hino e porque ela estampa nosso brasão. O presente de hoje, contempla o amanhã.

Cruzeiro

Cruzeiro

O monumento construído no alto do morro de modo a se posicionar de frente para a torre da Igreja Matriz, em sinal de comunhão entre os dois símbolos religiosos, além do uso religioso, o cruzeiro também constitui local de lazer e contemplação para os dorenses. É comum famílias se reunirem e realizarem piqueniques com as crianças no morro do cruzeiro em função da bela vista que o mesmo proporciona.

Memorial do Tropeiro

Memorial do Tropeiro

Memorial do Tropeiro de Dores de Campos agradece e homenageia a todos os tropeiros, que ajudaram no desenvolvimento e crescimento da cidade, que hoje ostenta o título de “Capital Estadual das Selarias”. A história nos conta que eram muitos meses longe de casa, levando para todo o Brasil, as selas e artigos de montaria aqui fabricados. A atividade econômica predominante em nosso município há muitos anos, e difundida através dos tropeiros, alcança hoje, um grande volume de vendas, proporcionando o desenvolvimento local.

Fonte: https://www.minasgerais.com.br/

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Conheça Minas Gerais – Conselheiro Lafaiete

A primeira notícia que se tem da história de Conselheiro Lafaiete, uma das cidades mais antigas de Minas Gerais, é por volta de 1683, dada pela bandeira de Garcia Rodrigues, que fala no arraial de garimpeiros e índios chamado Campo Alegre dos Carijós.

ADECOL – História de Conselheiro Lafaiete
Fonte: https://adecol.org.br/

Consta que antes essas paragens já teriam sido visitadas pelo português D. Rodrigo, em 1680/81, e mesmo, anteriormente, pelas bandeiras de Pais Leme (1674) e Lourenço Castanho (1675) que, penetrando no vasto sertão, desbravavam as terras abrindo picadas e caminhos. E na aventura achavam ouro, plantavam roças, criavam arraiais.

Muitos pesquisadores se perderam na selva das hipóteses, para definir os primeiros passos da civilização em Carijós, mas é tido como certo, e a notícia acima é uma confirmação, de que alguns remanescentes da bandeira de Borba Gato, logo após a morte do português D. Rodrigo, vieram minerar na serra de Ouro Branco e, como lá os silvícolas eram ferozes, fizeram sua morada junto aos índios carijós, de boa índole e pacíficos, que tinham sua taba num vasto planalto nos contrafortes da Mantiqueira.

Esses carijós, pertencentes ao grupo linguístico tupi-guarani, tinham vindo do litoral fluminense, fugindo às hostilidades de outras tribos e às maldades dos caçadores de escravos.

De acordo com o arqueólogo Dr. José Vicente César, svd, esses aborígenes já devem ter vindo catequizados, chegando a essa conclusão pelo fato de que “os carijós, desde o início, aceitaram o contato pacífico com os europeus, assimilando o Cristianismo com muito entusiasmo e bons resultados de mútua integração cultural”, chegando a essas plagas antes dos desbravadores das Gerais.

É provável que, já logo nos primeiros tempos, tivessem bandeirantes e índios se congregado na piedosa tarefa de erigir uma primitiva ermida no Campo Alegre dos Carijós, cercada de esteiras e coberta de colmos, onde colocaram as imagens que sempre os bandeirantes traziam consigo, provavelmente onde se localiza hoje o Colégio Estadual “Narciso de Queirós”, na rua Barão de Suassuí, tendo sido encontrados ossos naquele local durante a construção do prédio e antigamente se enterravam as pessoas nas igrejas ou nas suas proximidades.

Foram feitas plantações, levantaram-se choças, e a vida decorria tranquila até que, na última década do Século XVII, começou a corrida em busca de riquezas nas minas auríferas da região. O arraial de Carijós era a passagem obrigatória para Itaverava, Guarapiranga, Mariana e Catas Altas. Tornou-se pouso para os viajantes e entreposto de mercadorias.

Em 1694, a grande bandeira paulista de Manuel Camargo, Bartolomeu Bueno de Siqueira, Miguel Garcia de Almeida Cunha e João Lopes de Camargo oficializou a existência do arraial, que teve, então, um grande desenvolvimento.

Por essa época teria sido erigida uma capela ou igreja de pau-a-pique, dedicada ao culto da Imaculada Conceição, provavelmente onde hoje é a Praça Nossa Senhora do Carmo, de acordo com o que se deduz da Carta de Sesmaria concedida a Jerônimo Pimentel Salgado que, juntamente com Amaro Ribeiro, tiveram reconhecidas as posses de várias léguas de terra em 1711.

O templo era um dos limites citados no documento e devia ser bem frequentado pois, em 1709, o padre Gaspar Ribeiro Fonseca, enviado pelo bispo do Rio de Janeiro Dom Frei Francisco de São Jerônimo, criou a paróquia de Nossa Senhora da Conceição, pertencente à Diocese do Rio de Janeiro, passando a aldeia a chamar-se Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Campo Alegre dos Carijós.

Mandou-se trazer, da cidade de Porto, em Portugal, uma nova imagem da padroeira, em madeira, belíssima em sua concepção artística, que até os dias de hoje é venerada na cidade. O culto à Virgem reunia a população constituída de nobres – alguns descendentes de D. Afonso Henrique, fundador de Portugal – , do povo, ficando, do lado de fora da igreja, os escravos.

Em 1711, chegou a Carijós o Caminho Novo, que encurtava grandemente o tempo de viagem entre o Rio de Janeiro e as minas. Também na mesma época, quando o governador Antônio de Albuquerque dirigiu-se com um contingente mineiro em direção ao Rio de Janeiro para socorrer a Capital, assaltada pelos corsários franceses de Dugay Trouen, um grupo de jovens de Carijós participou da corajosa empreitada.

O aumento dos “fogos”, como se denominavam as moradias, e o crescimento rápido da população, levaram a Irmandade do Santíssimo Sacramento a construir, a partir de 1732, nova Matriz, em imponente estilo barroco, à base de taipa e madeira, no local onde se encontra até hoje, a qual recebeu posteriormente uma sapata de pedras ao seu redor.

Em 1752 iniciou-se a construção da Igreja de Santo Antônio e, em 1764, da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Quando o ouro diminuiu e a cobrança dos quintos sobrecarregou a população, houve um grande clima de descontentamento, sendo forte, em Carijós o movimento da Inconfidência, sendo filhos da terra o Pe. José Rodrigues da Costa e o Pe. Fajardo.

Atendendo ao pedido dos habitantes do arraial, a Rainha D. Maria I criou a Real Vila de Queluz, através de ato assinado pelo Visconde de Barbacena, na própria vila recém-criada. Autorizou-se, então, a construção de um Pelourinho, que simbolizava as liberdades municipais, como era feito na antiga Roma. O pelourinho de Queluz era encimado por um busto, de capacete à cabeça, com um sabre enfiado em seu crânio.

A 25 de junho de 1822, a Câmara da Vila Real de Queluz fez uma petição a D. Pedro, Príncipe Regente, no sentido de que mandasse instalar a Câmara de Cortes do Brasil, o que seria um importante passo no sentido da Independência. Muito persuasiva, com trechos em que os queluzianos demonstravam grande brio e coragem, pode ter ajudado a construir no espírito de D. Pedro a ideia que o levou ao grande passo de 7 de setembro de 1822.

A Lei nº 1276 elevou a Real Vila de Queluz à categoria de cidade e em 1872 foi criada a Comarca de Queluz. O nome Conselheiro Lafaiete passou a vigorar a partir de 27 de março de 1934, em homenagem a Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, quando se comemoravam o centenário de seu nascimento.

No cenário da Segunda Guerra Mundial, Conselheiro Lafaiete esteve presente com 63 de seus filhos que atuaram heroicamente nos campos de batalha, conquistando brilhantes vitórias.

Em vários outros momentos importantes da vida do país, Conselheiro Lafaiete esteve presente com a participação e o valor de seus filhos.

Todo esse passado rico de fatos importantes na vida econômica, política, social, cultural e religiosa de Minas Gerais e do Brasil, chega até nós não apenas pelas narração e documentação históricas e tradição oral, como também através de sítios históricos que testemunharam tais fatos e hoje são sugestivas amostras dos tempos que decorreram no período de mais de trezentos anos de história.

Solar do Suaçuí

Solar do Suaçuí

O casarão é representante legitimo da arquitetura mineira. O Centro Cultural Solar do Barão do Suaçuí é composto por biblioteca, auditório com salão nobre com capacidade para um público entre 70 e 120 pessoas e outro menor destinado para reuniões, duas salas de exposição que serão destinadas à mostra de trabalhos de artistas da cidade e região. O prédio também abriga um jardim para saraus, um auditório ao ar livre e um Memorial das Violas de Queluz com uma exposição permanente reverenciando o instrumento que era produzido no município pelas famílias Meirelles e Salgado entre o final do século XIX e início do século XX.

Basílica do Sagrado Coração de Jesus

Basílica do Sagrado Coração de Jesus

A Basílica foi criada pelo Arcebispo Dom Oscar de Oliveira. A sua construção é de uma edificação religiosa de arquitetura moderna e destaca-se na região pela beleza e grandiosidade. É uma igreja com grande destaque regional e mundial. Só existem 03 Basílicas dedicadas ao Sagrado Coração de Jesus no mundo. Constantemente recebe grupos de visitantes de outros municípios e todo mês de junho é realizada a “Entronização dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria”, sendo feriado municipal.

Cristo de Lafaiete

Cristo de Lafaiete

O Cristo Redentor, que detém umas das mais belas vistas da cidade, tem em seu entorno diversos atrativos para os turistas e a população local. A Concha acústica é utilizada como palco de diversos eventos culturais. A Praça do Cristo é utilizada diariamente para prática de diversas atividades físicas, pois conta com uma quadra poliesportiva, uma quadra de areia, academia ao ar livre, pista de skate e patins, além de uma área favorável para caminhada e corrida. E aos finais de semana é utilizada como um dos principais pontos de lazer para jovens e famílias, por possuir um complexo gastronômico com quiosques e restaurantes que agradam a diversos paladares.

Paróquia de São Sebastião

Paróquia de São Sebastião

A Igreja Matriz de São Sebastião teve a pedra fundamental do novo templo lançada em 31 de maio de 1931. Na cerimônia estiveram presentes, o Governador Provisório da República Brasileira, o doutor Getúlio Dornelles Vargas e o Arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, o interventor do Estado de Minas Gerais, o doutor Olegário Maciel, e o governante da cidade, o coronel José Correia de Figueiredo. A Capela tornou-se Paróquia de São Sebastião em 1941, sendo seu primeiro pároco o Monsenhor Antonio José Ferreira, que permaneceu à frente da paróquia até sua morte em 1985, sendo substituído por seu irmão o padre Ermano José Ferreira, até falecer em 2004. Dentre as curiosidades da Igreja Matriz de São Sebastião estão os sinos que foram doados pela Rainha Helena, da Itália, em 1914 para a antiga Capelinha, em atenção a uma petição da colônia italiana de Queluz. A Igreja Matriz de São Sebastião está localizada na Praça São Sebastião.

Museu Ferroviário

Museu  Ferroviário

O Centro Cultural Maria Andrade Rezende, abriga em suas dependências o memorial do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, que recebeu da família diversas peças de uso pessoal e, ainda, o Museu Ferroviário, destaque do Centro Cultural. O Museu conta com dezenas de peças utilizada no início da ferrovia e também uma Maria Fumaça, do século passado, além de um guindaste para abastecer de carvão as locomotivas movidas a vapor. A antiga estação possui espaço para realização de eventos e atividades ligada a importância da educação patrimonial em nosso município.

Parque Florestal “Eurico Figueiredo”

Parque Florestal “Eurico Figueiredo”

O parque foi criado em 1986 pelo Decreto Municipal Lei n° 2.592/86, sendo um patrimônio cultural e paisagístico do município. Há no parque, sanitários, parquinho de pneus e um mirante. Suas instalações contam com trilhas abertas dentro da mata e fontes de água recuperadas. (Fonte: Acervo do Patrimônio Histórico Cultural de Conselheiro Lafaiete). Também há o Projeto Amigo do Parque, com a finalidade de incentivar as crianças e adolescentes ao conhecimento histórico, cultural e ambiental da região. Além disso, também são realizadas visitas escolares e técnicas, Corrida, passeio ciclístico e caminhada ecológica apreciando a variedade de fauna e flora local, e os visitantes podem conhecer o Viveiro de mudas e minhocário



Fonte: https://www.conselheirolafaiete.mg.leg.br/ ; https://www.minasgerais.com.br/

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Conheça Minas Gerais – Caxambu

Caxambu situa-se nas montanhas do sul de Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira, a 376 Km de Belo Horizonte. É uma das principais cidades do Circuito das Águas de Minas Gerais e conhecida como importante estância hidromineral.

A pequena cidade concentra doze fontes de águas minerais, gasosas e medicinais, que podem ser encontradas no Parque das Águas, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. 
O parque possui cerca de 210.000 m² de área e oferece atrações para todas as idades. O local também abriga o suntuoso Balneário de Hidroterapia, um tradicional centro hidroterápico que oferece banhos de imersão em água mineral, piscina de hidroterapia, saunas a vapor e secas, duchas, além de vários tratamentos estéticos, que são cobrados à parte. Ainda oferece outras atrações, como piscinas de água mineral, lago e pedalinhos, pista de corrida, quadras esportivas e um teleférico que leva os turistas ao topo do Morro Caxambu, com ampla vista da cidade.

A história
Até o final do século XVII, com a chegada da Bandeira de Lourenço Castanho Taques, que seguia a trilha de Felix Jaques rumo ao vale do Rio Verde, as imediações do Morro de Caxambum, como era conhecido na época, eram habitadas pelos índios Cataguases.

Aos índios nativos, segundo o historiador Antônio Maurício Ferreira, deve-se à origem do nome Caxambu, que na língua Tupy, falada por eles, significa “bolhas a ferver” ou “água que borbulha” (Catã-mbu).

Há, entretanto quem diga que Caxambu deriva de duas palavras africanas Cacha (tambor) e mumbu (música), que no século XIX designavam os instrumentos e a própria dança ou batuque dos escravos.  Pode-se ainda considerar a relação do nome com o formato do morro, que lembra o formato (cônico) de um tambor africano.

Fachada do Balneário de Caxambu, que tem mais de 100 anos
Crédito: DivulgaçãoFachada do Balneário de Caxambu, que tem mais de 100 anos

As primeiras sesmarias datam de 1706 e pertenciam a Carlos Pedroso da Silveira e seu genro Francisco Alves Correia. Em 1714, o lugarejo era uma paragem conhecida como Cachambum. Nesta Época Minas Gerais pertencia à Capitania de São Paulo, eram divididas em três comarcas, sendo a cidade pertencente à Comarca do Rio das Mortes (São João Del Rei). Em 1814, conta-se que havia, no povoado, apenas duas fazendas: a Das Palmeiras e a Caxambu.

Junto à Fazenda Caxambu foi construída uma capela em devoção a Nossa Senhora dos Remédios, e em torno desta surgiu o povoado que mais tarde passou a ser conhecido como Nossa Senhora dos Remédios de Caxambu, depois “Águas Virtuosas de Baependi”, em seguida “Águas Virtuosas de Caxambu, e finalmente, Caxambu”.Há quem diga que foi nesta época que se tomou conhecimento, pela primeira vez, da existência das fontes. Outros afirmam, entretanto, que tal fato já teria ocorrido em 1762 ou 1772.

Em 1861, o governador da Província decidiu tomar as primeiras providências para o melhoramento local tendo como objeto transformar Caxambu em uma estância hidromineral tão boa quanto as européias.

Estabelecimento de banhos em 1868 – Fonte: Monat, H. Caxambu. Rio de Janeiro: Luiz Macedo, 1894.

Em 1868 chega a Caxambu a princesa Isabel, seu esposo Gastão de Orleans, o Conde D’Eu, e uma comitiva, atraída pela fama das águas. A princesa buscava a cura de uma suposta infertilidade. Ficaram durante um mês, partindo em 17 de dezembro. Durante sua estadia foi lançada pela princesa Isabel, a pedra fundamental da Igreja, com a promessa de sua construção, caso a herdeira viesse a engravidar. Através das águas a princesa curou-se da anemia e engravidou. A Igreja Santa Isabel foi construída e hoje é um dos principais patrimônios de Caxambu, sendo tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), junto do Parque das Águas (maior complexo hidromineral do planeta).

O ano de 1875 foi de grande importância para o povoado, pois além de tornar-se Distrito de Baependi, as virtudes curativas de suas águas foram reconhecidas, tendo sua exploração concedida pelo governo da Província de Minas a empresas particulares. Nesta época (1881) a cidade contava com apenas 200 habitantes efetivos, 130 edificações e iluminada por 21 lampiões a querosene.

Em finais de 1901 é criada a Vila de Caxambu (emancipação de Caxambu: 16/09/1901). Época de grande desenvolvimento foi neste período que foram feitas as principais obras de infra-estrutura, como serviços de água e esgoto, aberturas e calçamento de ruas, avenidas e praças, canalização do Ribeirão Bengo, etc. Finalmente, em 18 de setembro de 1915, Caxambu é elevada à categoria de cidade, abrangendo também, até 1938, a área do atual município de Soledade. Caxambu é o maior complexo hidromineral do planeta, e considerada a mais bela de todas as Estâncias do Circuito das Águas.

Fonte D. Pedro em 1894 – Fonte: Lemos, Maria de Lourdes. Fontes e encantos de Caxambu. Rio de Janeiro: Grypho edições, 1998.
Fonte D. Pedro, a mais antiga de Caxambu
Fonte: https://catracalivre.com.br/

Fonte: http://www.caxambu.mg.gov.br/ ; http://www.institutoestradareal.com.br/ ; https://catracalivre.com.br/

Cidades

Conheça Minas Gerais – Barroso

A referência mais antiga à Fazenda do Barroso é de 1715 quando Antônio da Costa Nogueira, procedente de Vermoim em Portugal, aqui se estabeleceu. Dentre os povoadores da região seu nome se destaca, foi responsável pela construção de uma capela dedicada a Senhora Sant’Ana. A fim de assegurar o valor do dote exigido para edificação das capelas particulares, hipotecou seu sítio conforme escritura pública em 05/03/1729. A localização da fazenda e da antiga capela era nas imediações da “rua da Mina” conhecida por muito tempo como “Barroso velho”. A sesmaria da fazenda do Barroso em 10/09/1765 foi concedida ao português João Luiz Coelho de Garre, sucessor de Antônio da Costa Nogueira, de quem era herdeiro e testamenteiro. Já no inicio do século XIX, a fazenda foi vendida ao capitão José Francisco Pires, abastado fazendeiro, senhor de considerável número de escravos. Com seu falecimento em 12/09/1835 houve a divisão dos bens aos seus 13 filhos, cabendo parte das benfeitorias ao filho Francisco Antônio Pires. Algumas propriedades aos poucos eram edificadas e assim como a velha fazenda do Barroso, dedicavam-se à agricultura. Um novo caminho era desbravado em 1732, passando pela fazenda do Barroso como via de comunicação para a extensa vila de São José Del Rei, à qual inicialmente Barroso esteve subordinada, sendo transferido em 1791 para a Vila de Barbacena.

O padre Manoel Valente de Vasconcelos foi o primeiro capelão designado para a capela de Sant’Ana em 1734. As primeiras sesmarias para esta região foram as seguintes: fazenda do Chiqueiro em 03/07/1758 a Thomas da Silva, em 19/11/1758 sesmaria concedida a Antônio Lopes da Silva, sesmaria da fazenda Ribeirão do Maquiné a Manoel da Silva Loures em 14/09/1758, sesmaria de Antônio d’Ávila Bitancurt em 29/11/1759, sesmaria da fazenda do Campinho a Antônio Garcia em 03/09/1769. No século XIX, com o aumento da população em torno da fazenda do Barroso, além da atividade agrícola, duas fábricas são mencionadas: sollas e couros e queima da cal onde é utilizada a mão de obra escrava. O patrimônio da capela de Sant’Ana foi constituído por Francisco Antonio Pires em 16/12/1860 limitando os terrenos pertencentes à santa e aos moradores que aos poucos se arranchavam. A chegada da estrada de ferro em 1879 trouxe o progresso para a pacata região. A partir de então, a velha capela de Sant´Ana seria ampliada para sediar a Matriz da Paróquia criada em 17/01/1884.

Capela de Santana
Capela de Santana

A formação do arraial se deu justamente nas imediações do Patrimônio de Sant´Ana. Os fazendeiros construiriam suas casas próximas à matriz a fim de participar dos festejos religiosos. Os viajantes que circulavam pelos caminhos faziam parada no arraial, diziam “ter pousado no Barroso”. Sant´Ana do Barroso seria visto pelo cônsul inglês Richard Burton como uma aldeia elegante, com casas bem caiadas em linhas simples e dispostas, cujos quintais estavam repletos de árvores frutíferas e flores, plantações de café e cana de açúcar. Em 1888, já possuía agência dos correios, 2 escolas públicas de instrução primária, a estação ferroviária da Oeste de Minas, uma pequena igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário e destacado comércio de cal. Vale ressaltar que o arraial foi berço do notável escritor Basílio de Magalhães, nascido em 07/06/1874. Em 15/04/1890 o distrito de Barroso é desligado de Barbacena passando a pertencer por pouco tempo ao município de Prados. No ano seguinte, o distrito de Barroso é transferido para Tiradentes. Quando distrito deste município , Barroso possuía uma área territorial de 151,37 km² sendo drasticamente reduzidos a pouco mais de 80 km² após a revisão administrativa de 1938.

Praça do Cruzeiro
Praça do Cruzeiro

Até 1920 predominou a atividade agrícola, no entanto, a extração da cal se intensificava, diversas caieiras eram então edificadas, cerâmicas e fábricas de laticínios formavam o aspecto industrial do arraial. A construção da fábrica de cimento na década de 50 deu novos rumos para Barroso, a população local aumentaria significativamente. O último município a qual Barroso pertenceu foi Dores de Campos, de 1939 a 1953. A primeira tentativa de emancipação ocorreu em 1948. Contudo somente em 1953, após a aprovação da Lei Estadual 1.039, de 12 de dezembro, o distrito transformava-se em município autônomo. “Barroso” foi denominação escolhida numa alusão à histórica fazenda do Barroso. A cidade instalada em 1º de janeiro de 1954 foi administrada pelo intendente Salomão Barroso, e em 1955 o presidente da comissão de emancipação, Geraldo Napoleão de Souza, se tornaria o primeiro prefeito eleito do novo município. A cidade que se formara sob as ruínas da fazenda do Barroso, dinamizou sua economia e diversificou práticas religiosas. Sucessivas administrações municipais implementaram projetos de urbanização e bem estar da população. A cidade com quase meio século de existência ainda registraria um fato marcante em sua História: a instalação da comarca em 2002.

Situada entre Barbacena e São João Del Rei, a cidade de Barroso vem investindo no turismo com o embelezamento de avenidas, praças e jardins. A praça de Sant’Ana, que recebeu tratamento arquitetônico e paisagístico, é tombada pelo município. Atualmente, a cidade é uma grande produtora de cimento, referência marcante da sua economia. 

Cachoeira do Padeiro
Cachoeira do Padeiro

Além de suas indústrias do setor de construção, malharias e laticínios, a cidade possui também um comércio ativo e atrações culturais de destaque. O patrimônio edificado conta com uma arquitetura moderna, jardins, praças e igrejas. O artesanato produzido pela comunidade também ganha destaque. Os produtos ficam expostos na loja da Cooperativa dos Artesãos de Barroso – Cooperart, instalada na entrada da cidade. Na zona rural, o município dispõe de duas fazendas produtoras de cachaça e licor – a Fazenda Sagarana e a Fazenda Boa Vista.

Cachoeira da Lajinha
Cachoeira da Lajinha

Dicas de Viagem: A tradição musical é outra característica marcante da cidade. A Banda de Música Municipal tem mais de cem anos e, através de sua escola, repassa seu conhecimento para os jovens. Para promover esses e outros talentos, o município realiza todos os anos o Festival da Canção de Barroso – Festican, que também já tem seu lugar no Calendário de Eventos do Circuito Trilha dos Inconfidentes.

Fonte: http://www.barroso.mg.gov.br/ ; https://www.minasgerais.com.br/

Cidades

Conheça o Serro

Serro é um município brasileiro do estado de Minas Gerais rodeado por serras, morros, rios e cachoeiras, e se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo histórico e ecológico, pois possui um belo acervo, desde museus a festas típicas, todas banhadas com a deliciosa culinária local.
Situada no centro-nordeste de MG, na região central da Serra do Espinhaço, Serro fica a 230 quilômetros de Belo Horizonte. É também uma importante Cidade do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os Bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII. Dentro do roteiro de Turismo Rural, os visitantes podem passear pelas antigas fazendas de produção de queijo e da cachaça mineira.

Além das belezas naturais e das minas, o Serro possui um rico patrimônio histórico-cultural. O município hoje conta com diversos hotéis e pousadas. O turista pode contar com apartamentos, serviços, deliciosos cafés-da-manhã e guias para percorrer a região.

Em 1701 teve início o arraial que daria origem à atual cidade do Serro, centro da exploração de ouro na região. O primeiro nome de que se tem notícias foi “Arraial do Ribeirão das Minas de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro do Frio”, dado em 1702, no ato de descoberta oficial. Também há citações de “Arraial das Lavras Velhas”, embora sem registros oficiais.

O nome da região, dado pelos índios, era Ivituruí (ivi = vento, turi = morro, huí = frio) na língua tupi-guarani. Dai derivou Serro Frio ou Serro do Frio. Ivituruí era uma região da Serra do Espinhaço. Em 1714 a povoação é elevada a vila e município com o nome de Vila do Príncipe pelo governador Brás Baltasar da Silveira. Em 17 de fevereiro de 1720 passou a ser sede da comarca do Serro do Frio (norte-nordeste da capitania de Minas Gerais). Foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Serro, por lei provincial de 6 de março de 1838.

Próximo às cabeceiras do rio Totoca de Jabuti, às margens dos córregos Quatro Vinténs e Lucas, paulistas fincaram suas bandeiras a serviço da Coroa Portuguesa. Corria o ano de 1701 quando chegou à região uma expedição chefiada pelo guarda-mor Antônio Soares Ferreira. Na terra chamada de Ivituruí, a exemplo de outras terras das Minas Gerais, descobriu-se mais jazidas de ouro.

Vários ranchos foram erguidos nas proximidades dos córregos dando início a formação dos arraiais de Baixo e de Cima que se desenvolvem em pouco tempo e, juntos, deram origem ao povoado do Serro Frio. Novas levas de pessoas chegaram atraídas pela abundância de ouro daquelas terras.

A exploração desordenada da primeira década do século XVIII levou à criação do cargo de superintendente das minas de ouro da região, ocupado pelo sargento-mor Lourenço Carlos Mascarenhas e Araújo em 1711. E mais e mais gente chegou, o povoado cresceu e, em 1.714, o arraial é elevado a Vila do Príncipe.

Mais tarde, além do ouro, os mineradores descobrem lavras de diamante na região onde hoje estão Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras e Diamantina. Para defender os interesses do império, em 1720 é criada a grande comarca do Serro Frio, que passa a ser a maior comarca das Minas, sediada na Vila do Príncipe e abrangendo uma grande área da qual fazia parte o então arraial do Tijuco, hoje Diamantina, e todo o norte-nordeste do estado.

Muitas foram as restrições impostas à exploração de ouro na comarca, após o descobrimento dos diamantes. Em 1725 é determinada a criação da Casa de Fundição, para onde toda a produção aurífera da região passaria a ser encaminhada.

Mas, apesar de todas as regras impostas, muitos aventureiros ganharam contrabandeando ouro e diamante.

A vila passa também a difundir cultura e civilização para toda a região. Uma leva de exploradores, artistas, políticos e religiosos passa então a povoar o local, com destaque para nomes como os de Mestre Valentim da Fonseca e Silva e o Maestro Lobo de Mesquita.

As minas foram exploradas exaustivamente durante quase cem anos. No início do século XIX, com a decadência da mineração, somente alguns mineradores, encorajados pelo governo, conseguiam arcar com os altos custos de produção. A grande maioria da população passou a se dedicar à pecuária e à agricultura de subsistência, atividades dificultadas pela localização geográfica da vila.

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O empobrecimento das minas interfere na vida econômica e social do lugar. Em 1817, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire visita Vila do Príncipe e descreve sua situação da seguinte forma: “Vila do Príncipe compreende cerca de 700 casas e uma população de 2500 a 3000 indivíduos. Essa vila está edificada sobre a encosta de um morro alongado; e suas casas dispostas em anfiteatro, os jardins que entre elas se veem, suas igrejas disseminadas formam um conjunto de aspecto muito agradável, visto das elevações próximas.” Em outro trecho “…duas estalagens e umas 15 casas de comércio com quase tudo importado da Inglaterra”. Ainda segundo seus relatos, a vila não possuía nenhum chafariz e o abastecimento de água era feito por escravos que traziam barris de água do vale. Não havia estabelecimentos de lazer e a diversão ficava a cargo da caça ao veado, prática comum na região. Saint-Hilaire, no entanto, se encanta com a beleza das mulheres, com as igrejas e com as festas religiosas que já eram tradição na antiga vila.

Em 1838 a vila é elevada a cidade, continuando como centro administrativo e jurídico da região. O comércio se desenvolve e pequenas fábricas de ferro são instaladas. Serro continua a ocupar posição de destaque na região e a cidade ganha também em importância política. Vários de seus filhos, como Teófilo Benedito Ottoni, líder da Revolução Liberal de 1842, Cristiano Benedito Ottoni, Simão da Cunha Pereira, João Pinheiro da Silva e Sabino Barroso se destacam politicamente. No Serro nasceram também dois grande nomes do Direito Brasileiro, que são os ministros do Supremo Tribunal Federal Pedro Lessa (1859-1921) e Edmundo Lins. Bons casarões são construídos durante todo o século.

Mas a falta de modernização e de novas alternativas econômicas faz com que a cidade perca, pouco a pouco, capacidade para competir, frente às mudanças ocorridas no país. Na época da proclamação da república, o Serro não consegue se incorporar às redes de ferrovias e se isola dos novos padrões de transporte e desenvolvimento. A estagnação toma conta do município.

O isolamento forçado ajudou na conservação do patrimônio histórico de Serro. Em 1938, todo seu acervo urbano-paisagístico é tombado pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao longo do século XX, o desenvolvimento se dá através da criação de gado, base econômica da cidade – grande parte do leite é usado na fabricação do Queijo do Serro – e também da exploração de seu potencial para o turismo cultural e ecológico.

Serro, Minas Gerais: mais uma joia da Estrada Real - Viaggiando
Foto: https://www.viaggiando.com.br/

Com uma arquitetura tipicamente colonial, Serro chama a atenção tanto de pesquisadores quanto de leigos interessados em história.

Perto do Serro encontram-se também dois distritos bastante cobiçados pela rota turística: Milho Verde, a 25 km da cidade, e São Gonçalo do Rio das Pedras, a 30 km do centro.

Conheça o Serro, conheça Minas Gerais!

Fonte: http://www.institutoestradareal.com.br/ ; https://www.aaser.com.br/

Cidades

Conheça Minas Gerais – Itabirito

No fim do século 17, as descobertas de ouro nas imediações de Sabará e Ouro Preto provocaram um grande deslocamento de pessoas para a região central de Minas Gerais. Colonos e imigrantes de vários lugares começaram a povoar as terras que, em pouco tempo, transformaram-se em arraiais, freguesias e vilas.

Crédito: Arthur Seabra

Segundo o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior, a chegada do Capitão-mor Luiz de Figueiredo Monterroio e de Francisco Homem Del Rey à região do Pico de Itaubyra (atual Pico de Itabirito), em 1709, deu início aos primeiros núcleos fixos de habitantes e a intensificação da extração de ouro no atual distrito-sede de Itabirito. As minas de Cata Branca e Córrego Seco, situadas na localidade de Arêdes, são parte deste período.

Inspirados pela imagem de Nossa Senhora presente no retábulo retirado da Nau do Capitão-mor, os habitantes começaram a denominar a localidade como Arraial de Nossa Senhora da Boa Viagem de Itaubyra do Rio de Janeiro. Na parte alta dessa localidade, foi construída a Ermida de Nossa Senhora da Boa Viagem que, posteriormente, tornou-se uma capela curada. Em 1745, devido ao crescimento da população, o arraial foi elevado à categoria de freguesia, passando a ser denominado como Itabira do Campo, e a capela transformada em matriz.

Créditos: Arthur Seabra

A economia de Itabira do Campo, apesar da crise econômica provocada pela diminuição do ouro em Minas Gerais a partir de 1760, continuou sendo alimentada pelos trabalhos de extrações auríferas e pelas atividades agrícolas e pecuárias. Na Mina de Cata Branca, por exemplo, a empresa inglesa The Brasilian Company Ltda estruturou um dos principais processos tecnológicos de mineração subterrânea existentes no Brasil durante a primeira metade do século XIX. No entanto, o desabamento dessa mina, em 1844, e os maus rendimentos de outras lavras colaboraram para que a crise econômica aumentasse os seus efeitos na freguesia de Itabira do Campo.

Esse cenário arrastou-se até a década de 1880, quando as instalações dos trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II e a abertura de empresas nos ramos da siderurgia, tecidos e couro acarretaram no crescimento da população, que passou a modificar a feição da freguesia. A antiga paisagem colonial começou a ser substituída pela paisagem industrial. Esse desenvolvimento tornou a base de sustentação para os desejos de emancipação municipal. Em 7 de setembro de 1923, nascia a cidade de Itabirito que, em tupi guarani, significa “pedra que risca vermelho”.

Pastel de Angu, Patrimônio de Itabirito
Considerada a joia gastronômica de Itabirito, o Pastel de Angu surgiu na Fazenda dos Portões, no Século XIX, quando a cidade ainda tinha o nome de Itabira do Campo. Conta a lenda, que a iguaria foi criada pelas escravas Philó e Maria Conga, que aproveitavam a sobra de angu, principal refeição dos escravos, e para complementar a comida usavam como recheio um guisado feito com umbigo de banana e restos de carne. Posteriormente, fritavam o quitute na banha de porco. Com o passar do tempo, o prato se tornou paixão dos itabiritenses e de turistas que visitam a cidade só para experimentar a delícia, que foi se aprimorando com recheios mais sofisticados de carne, queijo, presunto, frango com catupiry, bacalhau e carne seca com catupiry.

CORAL CANARINHOS DE ITABIRITO

Coral Canarinhos de Itabirito

Fundada em 06 de setembro de 1973 pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem em Itabirito, Padre Francisco Xavier Gomes. Em 1974, através de apresentação na televisão o coral foi convidado a participar da Federação Nacional dos Meninos Cantores do Brasil, filiando-se logo em seguida. Hoje, está em sua sede própria que é o antigo Museu do Ferro e a senzala, casarão do sec. XIII tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal e cedido pela Prefeitura Municipal de Itabirito à essa entidade. O coral possui atualmente mais de 250 componentes entre jovens e crianças. A admissão dos cantores é a partir de teste de teoria musical e técnica vocal. O coral possui também um grupo paralelo de flautistas chamados “Menestréis”, estes participam de aula de teoria musical, técnica vocal. O coral oferece aula de violão, flauta, tem aulas só para solistas e musicalização. Os Canarinhos de Itabirito têm suas atividades concentradas na liturgia católica. É um coro de vozes mistas. Desde 1976 o coral é filiado à Federação dos Meninos Cantores, uma das mais respeitadas do país e do mundo. Durante todos esses anos, o Coral vem divulgando o talento artístico dos jovens itabiritense com apresentações locais e cidades dos outros estados. Ainda dentro do Coral Canarinhos, há subgrupos: • Quarteto Sons da Terra, criado em 2003, formado por componentes do coral, possui um repertório variado. • Grupo de Flautas Doce Menestréis, grupo composto por 20 jovens que, com flautas integra as atividades do coral Canarinhos. • Pequenos Canarinhos, grupo formado apenas por crianças. • Camerata de Cordas Padre Xavier , possui 16 componentes, sendo seus instrumentos: violino, viola e violoncelo.

Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião

Datada da metade do século XX, a Igreja Matriz de São Sebastião foi erguida por iniciativa do Padre Adelmo Ferreira da Silva, primeiro pároco da Paróquia. Com a extensão da cidade e criação dos bairros Santa Efigênia e São José, notou-se a necessidade da edificação de uma nova Matriz, em suporte a até então única, Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem. No local havia uma capela primitiva, dedicada ao santo, datada do XIX que foi mantida dentro da nova igreja até sua finalização, quando por fim, foi demolida. A nova; alta, esguia, mas imponente, destaca-se no centro da cidade com seu conjunto de vitrais coloridos e sua torre única com relógios que ditam o ritmo da cidade.

Igreja de São Gonçalo do Bação

A Igreja está assentada dentro de adro calçado de pedra, no centro do distrito e, sobre a colina. O português Antônio Alves Bação construiu a capela em pagamento de promessa a Padre Gonçalo, Santo português, pela cura da febre amarela. Conta à lenda, que o lugar escolhido seria aquele em que o burro da tropa parasse com a imagem do santo proveniente de Portugal. O local foi perto do rancho da tropa, e a demarcação foi feita com estaquinhas. A forma de bandeirolas em cobre, que hoje ainda existe. O portal das escadas tem as datas do início e do fim da primeira construção: 1740 e 1870, e as datas da segunda construção: 1921 a 1924. Como São Gonçalo é o protetor das mães solteiras, todas as mães solteiras da região tinham o costume de batizar seus bebês nesta igreja.

Alto Forno

Alto Forno

O Alto Forno edificado na portaria da atual VDL Siderurgia (antiga Usina Esperança) faz menção a importância da siderurgia para o desenvolvimento da cidade. O alto forno foi o primeiro na América Latina em couraça de aço, inaugurado no ano de 1910.

Capela do Senhor Bom Jesus de Matozinhos

A capela do Senhor Bom Jesus de Matozinhos localiza-se no alto da ladeira de mesmo nome, num terreno aberto e gramado de onde é possível avistar parte da cidade. A construção data de 1765, sendo o projeto de autor desconhecido. A capela é de dimensões reduzidas com a sacristia lateral recuada, nave única, sem capela-mor. Toda a construção é em alvenaria de pedra de mão. Em seu interior o maior destaque está em sua rica ornamentação. A pintura do forro retrata a cena bíblia de Cristo, Maria e os Apóstolos no descimento da cruz. No interior, encontra-se o altar-mor em estilo rococó, com pinturas nas cores vermelho, ocre e dourado. Há uma grande imagem do Cristo na cruz e, abaixo, o sacrário encimado por conchas. O altar-mor é elevado por supedâneo em pedra lavrada almofadada, com quatro degraus ao meio. O piso é em lajes de pedra. A sacristia, também pequena, possui janela com conversadeira em cantaria e duas pias em formato de conchas, também em cantaria.

Mercado Municipal

É um espaço onde cores e sabores se misturam. Nele é possível encontrar iguarias, artesanato, alimentos saudáveis nas lojas e bancas e uma culinária tipicamente mineira nos bares, além de boa música e alegria de nosso povo.

Cachoeira Benvinda

A cachoeira desce, em corredeira, rodeada por mata de galeria, que se estende à direita em mata fechada. A Benvinda se dá em uma queda forte por aproximadamente 30 metros de altura e em seguida forma três quedas d’água em degraus. Após as quedas, a cachoeira continua em corredeira formando piscinas naturais. Sua trilha de acesso se dá pela antiga casa da dona Benvinda, um belo atrativo histórico.

Cachoeira Carrancas

Cachoeira Carrancas

Tem sua queda d’água sobre uma muralha de pedra com formato de uma carranca. Com uma altura aproximada de 10 metros e baixo volume de água, cai sobre a muralha e forma uma piscina natural de pequenas dimensões de águas frias e rasas, margeadas por uma pequena praia de cascalho. Possui ao entorno mata de galeria, com grande variedade de espécies florísticas. Seu entorno, porém, possuem vegetação de cerrado, com árvores esparsas e gramíneas e em elevações pouco maiores, os campos rupestres.

Cachoeira Chicadona

A cachoeira possui três quedas. A primeira, no lado direito da estrada, possui uma queda de aproximadamente 40 metros. Ao final da queda, forma um poço propício para crianças, pela sua pouca profundidade e falta de correnteza. A segunda queda à esquerda da estrada possui aproximadamente 70 metros de altura, formando um lago de maior profundidade rodeado por rochas. A terceira queda, com aproximadamente 40 metros e rodeada por mata fechada é acessada por trilha e forma um pequeno lago.

Cachoeira do Cascalho

A Cachoeira do Cascalho ou Três quedas, como também é conhecida, tem suas quedas livres em forma de “véu de noiva”, caindo sobre muralhas de pedras em semi-circulo de aproximadamente 10 metros, formando três quedas d’águas com volume de água mediano e um lago de águas frias e rasas. Possui ainda uma pequena praia de cascalho, motivo que deu origem a um dos nomes da cachoeira. Em seu entorno há abundante vegetação, com grande variedade de espécies florísticas em sua Mata ciliar, que acompanha todo o curso d’água. A região ao redor, caracteriza-se como cerrado, com espécies arbustivas esparsas e gramíneas. Em alguns pontos mais elevados encontram-se ainda, os campos rupestres constituindo-se sobre solo quartizítico. Em pontos da trilha de acesso à cachoeira, há ruínas de muros de pedras construídos por escravos, sendo também um atrativo histórico.

Cachoeira do Cruzado

Cachoeira do Cruzado

A cachoeira do Cruzado localiza-se na região denominada Capanema e está a uma elevação de 1.100m. Possui sua queda em forma de véu de noiva. Suas águas caem sobre uma muralha de pedra de aproximadamente 20 metros, com volume mediano, formando ao final um grande lago de águas verdes e frias, com temperaturas de 20ºC e profundidade variando entre 1 e 3 metros. Após a queda, suas águas seguem em pequenas corredeiras, formando a alguns metros à frente uma pequena cascata e lago. A vegetação ao entorno da queda é caracterizada por densa mata de galeria, e a região possui espécies típicas de Cerrado, apresentando grande número de espécies de Arnica e arbustos esparsos, cascas grossas e um solo coberto por afloramentos rochosos. Devido à altitude e condições ambientais podem ser observadas espécies características dos Campos Rupestres, como a canela-de-ema.

Cachoeira do Sossego

A cachoeira fica no interior do Camping Itabirito, seguindo uma trilha de 800 metros, de notável beleza cênica, onde se contempla uma rica diversidade da fauna e flora, além de um cenário vislumbrante dos contra fortes da Serra da Jaguara, que compõe a Cordilheira do Espinhaço. Possui uma queda de aproximadamente 30 metros de altura, e ao final dela há um poço propício para banho, pela sua pouca profundidade e falta de correnteza. Em volta do poço há a formação de uma pequena praia de areia branca e cascalho, rodeada por uma natureza exuberante, com bromélias, orquídeas e uma grande diversidade de plantas do Bioma Cerrado. O local possui uma infraestrutura com banheiros, área coberta por telhado e com bancos para descansar e contemplar o belo cenário.

Fonte: https://itabirito.mg.gov.br/ ; https://www.adesita.org.br/ ; https://www.minasgerais.com.br/