Saúde

A importância da mudança de hábitos alimentares

A obesidade é uma doença crônica cujo avanço tem ocorrido de forma acelerado em todo o mundo nos últimos anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma ser um dos problemas mais graves de saúde enfrentados atualmente, apresentando uma estimativa mundial para 2025 mundial de 2,3 bilhões de adultos que estejam acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade, ou seja, com um índice de massa corporal (IMC) acima de 30.

As Diretrizes Brasileiras de Obesidade (2016) associam essa realidade com o aumento nas últimas décadas do consumo de alimentos de alta densidade calórica, alta palatabilidade, baixo poder de saciedade e de fácil absorção e digestão, e, portanto, favorecendo o desequilíbrio energético. Esses hábitos sociocomportamentais da população são decorrentes da diminuição de refeições feitas em casa e de práticas alimentares compostas de fast food que influenciam no aparecimento de obesidade.

Além disso, outros aspectos são relacionados com essa manifestação, como a associação de fatores psicológicos e práticas alimentares que reforçam a necessidade de levar em consideração as emoções/vivências dos pacientes com raízes em diferentes contextos socioculturais e assim recomendar mudanças de hábitos.

As mudanças de novos hábitos alimentares mudam a nossa disposição no dia a dia, consequentemente temos uma melhora da nossa saúde física e mental.

Vamos começar a ter novos hábitos? Montei uma lista com 8 passos para vocês.

  • Beber mais água

A água é importante para a hidratação e o bom funcionamento do nosso corpo.
Beba água frequentemente (pelo menos 2 litros por dia), especialmente nos intervalos das refeições para manter seu organismo hidratado.

  • Exercício Físico

A prática de exercícios físicos diariamente é muito importante, pois isso auxilia na manutenção da saúde e na prevenção de doenças. É recomendado no mínimo 30 minutos por dia, nem que seja uma caminhada leve até uma corridinha.

  • Alimentos in Natura

Dê preferência aos alimentos naturais e frescos, evitando os industrializados (sucos artificiais, embutidos, maionese, enlatados e outros).
Tente colorir o máximo o seu prato com alimentos naturalmente coloridos. Estes alimentos são ricos em vitaminas e minerais diversificados.

  • Comer em ambiente calmo

Encontre oportunidades para que a família se reúna na hora da refeição e evite comer em frente à televisão, computador ou usando o celular, você perde a noção de quantidade de alimento que está consumindo.

  • Mastigação correta

Coma devagar e mastigue bem os alimentos. Este é o segredo para saborear melhor os alimentos, para sentir-se satisfeito e ter uma boa digestão.

  • Planejamento alimentar

Crie uma rotina alimentar! Faça pelo menos 3 grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) e pelo menos 2 lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições! Se necessário, prepare pequenas refeições ou lanches para levar ao trabalho, escola, faculdade, isto te ajuda a escolher alimentos saudáveis para ingerir.

  • Evitar beliscar entre as refeições

Isto atrapalha o apetite e a rotina alimentar.
Evite balas, refrigerantes (inclusive diet, zero e light), sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas.

  • Desenvolva suas habilidades culinárias.

Coloque a mão na massa, aprenda e compartilhe receitas. Fazer parte da produção de seu alimento é muito gratificante e te ajuda a ter mais consciência do que está consumindo.

E aí, gostaram das dicas?

Leila Vilela Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário Presidente Antônio Carlos – UNIPAC
Contato: (32)9.9982-728 
Instagram: @nutrileilavilela

Referências Bibliográficas:

  • Lima JAO, Oliveira FM, Pinheiro WB. A dietoterapia e a importância da reeducação alimentar como promoção da saúde para indivíduos obesos: uma revisão de literatura. 2020.
  • BRASIL, Ministério da Saúde. Diretrizes Brasileiras de Obesidade. 2016.
  • Waitzberg DL. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica.5 ª Ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed., Brasília: Ministério da Saúde, 2014.