Saúde

É impossível ser feliz sozinho…

De maneira mágica, como quase tudo o que fez, Tom Jobim disse a frase que dá título a esse texto: “É impossível ser feliz sozinho” (Wave) no ano de 1967.

Conheço poucas verdades tão absolutas como essa, pois se relacionamentos fossem nosso principal foco, teríamos uma qualidade de vida infinitamente melhor do que atual. Falo isso sem medo de ser audacioso demais, seja o seu estágio atual qual for.

O grande problema, na maioria dos casos, está em depositarmos em um relacionamento conjugal ou afetivo uma responsabilidade que nem sempre se traduz em completude, ou na chamada felicidade. O parceiro já entra no jogo perdendo…
Pensar que um ser composto por tantas áreas seria plenamente realizado se “apenas” uma delas estivesse bem resolvida é reduzir a quase nada a complexidade do viver. Somos amigos, profissionais, amantes, pais, filhos, etc. Enfim, seres relacionais.

Por mais óbvio que pareça pensar sobre isso, muitos de nós falam em um sentido mas agem de maneira totalmente oposta e é relativamente fácil saber o motivo: não há a mínima possibilidade de atingir a completude se o nosso “eu” está fragmentado. São ideias intimamente ligadas e complementares.

Na intenção de estabelecer relacionamentos, mas por não investir o necessário, acabamos deixando pequenos fragmentos por onde passamos. Ocorre que quando temos êxito nessa jornada e encontramos alguém disposto a nos retribuir, não estamos completos para o que nos aguarda.

Ilusão pensar que sem se proporcionar um relacionamento de verdade é possível relacionar-se com alguém externo em qualquer esfera.

O autoconhecimento é o ponto de partida e o destino.

O necessário entender por hora é que não reside “no outro” a responsabilidade por quem somos nós. Nunca é em relação ao outro. Sempre é sobre o que EU posso ser, fazer, pensar, para que o reflexo me permita juntar meus fragmentos e ser mais parecido com o que espero encontrar.

Não tenha pressa na caminhada!

Autoconhecimento é gradativo e infinito…

 

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Sileimar Maximiliano Esteves de Oliveira
34 anos, Casado
Pai do Pedro, da Pietra e da Ana Clara

Psicólogo Clínico com 6 anos de experiência em atendimento de famílias e grupos

Pós-graduado em Neuropsicologia e Desenvolvimento Infantil